Vida é brisa passageira.

Bom… Você me tinha. Você me teve como ninguém mais teria. Mas você preferiu me deixar ir embora. Você me teve também naquela festa ridícula, lembra? Eu estava quase implorando pela sua atenção aquele dia, Stubb. Mas você tinha bebido demais pra pagar de legal para os teus amigos babacas e acabou nem me notando. Mas ainda sim, você me tinha. Eu fui sua em dezembro, no natal. E fui sua no ano novo. Você me teve no meu aniversário e também me teve na páscoa. Você me teve todos dias. Eu era sua mesmo quando não queria. Eu era sua até mesmo quando era de outra pessoa. Você me tinha, Stubb. Você me teve nas suas mãos, mas preferiu me deixar escapar. Você me tinha tanto, que quando você escolheu me perder, eu obedeci.

Robin and Stubb.   (via adesejar)

Eu esperei muito de você? Não. Eu não esperei nada, eu entendi tudo, eu entendia o que ninguém entenderia. Eu respeitei. Eu fiz como você quis. Tudo. Eu me anulei. Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu aguentei besteiras. Aguentei tudo. Ajuntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor.

Tati Bernardi.  (via alentador)

Eu queria ficar te olhando para sempre, ou dormir do seu lado para sempre. E você ia acordar e ficar me olhando, qualquer coisa assim pra sempre. Eu queria te beijar, mexer no seu cabelo, deixar três dedos na sua bacia, lisinha, quentinha, te acordar ou te fazer dormir. Te ver descansando nu, jogar um cobertor sobre você, nem tinha tinta nem papel suficiente nesse mundo para dizer tudo que eu queria.

Por Isso a Gente Acabou. 
(via mists)

Não importa se teu mundo tá caindo aos pedaços. Quando você começa a ter mais fé, de alguma maneira linda a vida dá um jeito de ficar melhor.

Morangos Mofados.  (via alentador)

E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, no tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.

Caio Fernando Abreu.    (via adesejar)
mists